Por que assumir o financiamento muda completamente o lucro de uma fintech de crédito

Na maioria das reuniões que participo com empresas interessadas em criar uma fintech de crédito, existe um padrão que se repete: a ideia inicial quase sempre parte de uma integração com bancos ou financeiras tradicionais para viabilizar o crédito.

Esse caminho faz sentido no começo. Ele reduz barreiras regulatórias, acelera o go-to-market e permite validar o modelo.


O problema é que, se essa estrutura vira definitiva, ela limita profundamente o crescimento e a rentabilidade do negócio.

E isso não é uma discussão teórica. É algo que aparece na prática, em reuniões reais.

O modelo tradicional de fintech de crédito

No modelo mais comum, a fintech atua como originadora:

  • Capta o cliente
  • Faz a jornada digital
  • Coleta dados
  • Inicia o processo de crédito

Quem efetivamente:

  • Analisa o risco final
  • Disponibiliza o capital
  • Define taxas e prazos

é o banco ou a financeira parceira.

No fim, a fintech recebe uma comissão, uma taxa por operação ou um revenue share.
Funciona. Mas existe um detalhe importante.

Quem coloca o dinheiro controla o spread.
E quem controla o spread controla o lucro.

Na prática, a fintech faz grande parte do trabalho e fica com uma fatia limitada do resultado financeiro.

Onde está o erro estrutural

O erro não está em usar parceiros financeiros. Eles são fundamentais.
O erro está em abrir mão completamente da estrutura de financiamento.

Quando a fintech depende integralmente de terceiros para funding, ela:

  • Tem margem limitada
  • Fica refém de políticas externas
  • Perde flexibilidade para inovar em modelos de cobrança
  • Tem dificuldade para escalar com previsibilidade

É aqui que entra a inversão de lógica.

A inversão da lógica: assumir o financiamento

Em vez de apenas originar crédito para um banco, a fintech pode assumir o papel de financiadora do próprio serviço ou produto.

Funciona assim:

  • A empresa analisa o cliente
  • Define critérios internos de crédito
  • Financia diretamente a operação em parcelas
  • O resultado financeiro permanece dentro do grupo

Em muitos casos, especialmente quando falamos de prestação de serviços, nem existe um grande desembolso inicial.
O custo é diluído ao longo do tempo, enquanto a receita financeira passa a ser recorrente.

Isso muda completamente a equação do negócio.

A importância de separar operação e crédito

Um ponto fundamental, e que sempre recomendo, é a separação clara entre operação e crédito.

O modelo mais saudável é:

  • Uma empresa focada na operação, tecnologia e experiência do cliente
  • Outra empresa dedicada exclusivamente à estrutura de crédito

Essa empresa de crédito deve operar:

  • Com governança própria
  • Gestão de risco clara
  • Conectada a um parceiro regulado pelo Banco Central

Essa separação traz benefícios enormes:

  • Reduz risco jurídico e financeiro
  • Facilita compliance
  • Permite escalar o crédito de forma controlada
  • Dá transparência para investidores e parceiros

Não é sobre “burlar” o sistema. É sobre estruturar corretamente.

Por que esse modelo muda o jogo

Quando a fintech assume o financiamento de forma estruturada, alguns efeitos aparecem rapidamente:

  • Margens maiores
  • Previsibilidade de receita
  • Mais controle sobre a jornada do cliente
  • Capacidade real de desenhar produtos financeiros sob medida
  • Maior valor estratégico do negócio no longo prazo

A fintech deixa de ser apenas um canal de distribuição e passa a ser, de fato, uma empresa financeira.

Não é uma decisão tecnológica. É estratégica.

Muita gente discute fintech olhando apenas para tecnologia, APIs e integrações.
Tudo isso é importante, mas não resolve o principal.

A estrutura financeira define o sucesso ou o fracasso da operação.

Decisões erradas no início podem até acelerar o lançamento, mas custam muito caro depois.
Decisões sólidas, mesmo que mais complexas, constroem negócios sustentáveis.

Esse tipo de discussão raramente aparece em pitch decks ou posts virais, mas é ela que define quem vai crescer de verdade no mercado de crédito.

CNAEs recomendados para fintechs em 2026: fintech full (contas digitais) e fintech de crédito (SCD e securitizadoras)

Quem está estruturando uma fintech no Brasil rapidamente descobre que o desafio não é apenas tecnologia, produto ou captação.

Existe uma etapa fundamental que impacta abertura da empresa, compliance bancário, parceiros de Banking as a Service e até o modelo regulatório: a definição correta dos CNAEs.

Escolher o CNAE errado pode gerar problemas como:

dificuldade em abrir conta bancária
restrições em parceiros financeiros
questionamentos de compliance
enquadramento fiscal inadequado
risco regulatório

Neste artigo, vou explicar quais são os CNAEs mais usados e recomendados para dois modelos comuns: fintech full (contas digitais e pagamentos) e fintech de crédito (SCD, securitizadora e recebíveis).

O que é CNAE e por que isso importa para fintechs?

CNAE significa Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

É o código oficial que define quais atividades sua empresa exerce perante: Receita Federal, Junta Comercial, bancos e instituições financeiras, parceiros de BaaS e processos de compliance e PLD/FT.

No mundo fintech, isso é crítico porque a empresa não é apenas “software”. Ela opera fluxos financeiros, crédito ou pagamentos.

CNAEs recomendados para fintech full (contas digitais e pagamentos)

A fintech full é aquela que oferece infraestrutura transacional, normalmente com contas digitais, Pix, cartões, pagamentos, cash‑in e cash‑out, carteiras digitais e serviços financeiros integrados.

Ela pode operar via parceiro regulado ou como instituição autorizada, dependendo do caso.

CNAEs mais comuns para fintech full

6619-3/02 – Correspondentes de instituições financeiras
Esse é um dos CNAEs mais utilizados por fintechs que atuam como interface digital para serviços financeiros prestados por parceiros regulados. Muito comum em operações com conta digital via BaaS.

6201-5/01 – Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda
Usado quando a fintech é essencialmente uma plataforma tecnológica. Mas atenção: sozinho, ele costuma ser insuficiente para operações transacionais perante bancos.

6311-9/00 – Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem
Aparece em fintechs que operam infraestrutura digital e sistemas críticos.

6619-3/99 – Outras atividades auxiliares dos serviços financeiros não especificadas anteriormente
CNAE bastante usado como complemento para enquadrar atividades financeiras acessórias quando não há um código mais específico.

Em resumo, uma fintech full normalmente combina tecnologia (6201‑5/01), serviços auxiliares financeiros (6619‑3/99) e correspondente bancário (6619‑3/02).

CNAEs recomendados para fintech de crédito (SCD e recebíveis)

A fintech de crédito é um modelo diferente. Aqui o foco não é conta digital, mas sim empréstimos, originação de crédito, compra de recebíveis, FIDCs, securitização e operações estruturadas.

Nesse caso, o enquadramento precisa refletir atividades financeiras de crédito.

CNAEs mais comuns para fintech de crédito

6499-9/99 – Outras atividades de serviços financeiros não especificadas anteriormente
Esse é um dos CNAEs mais usados por fintechs de crédito em estágio inicial, principalmente quando a operação ainda não é uma instituição autorizada.

6492-1/00 – Sociedades de fomento mercantil (factoring)
Muito comum em empresas que atuam com compra de direitos creditórios, antecipação de recebíveis e operações B2B. Embora factoring não seja exatamente “crédito bancário”, é um CNAE tradicional para operações com recebíveis.

6435-2/01 – Securitização de créditos
Esse CNAE é utilizado quando existe uma empresa estruturada especificamente como securitizadora, emitindo instrumentos e operando crédito via mercado de capitais.

6613-4/00 – Administração de cartões de crédito
Não é o mais comum, mas pode aparecer em operações que envolvem crédito associado a instrumentos de pagamento.

Em resumo, uma fintech de crédito normalmente combina serviços financeiros genéricos (6499‑9/99), recebíveis e factoring (6492‑1/00) e securitização (6435‑2/01).

Fintech full vs fintech de crédito: o erro mais comum

Um erro frequente é tentar usar o mesmo CNAE para modelos completamente diferentes. Fintech full é transacional e ligada a pagamentos. Fintech de crédito é estruturada em risco, funding e recebíveis. Parceiros bancários e investidores analisam isso com atenção.

Aviso importante (compliance)

A escolha final dos CNAEs deve ser feita com apoio de contador especializado em fintech, consultoria jurídica regulatória e parceiro bancário ou instituição regulada. Este artigo tem objetivo educativo e estratégico, mas o enquadramento correto depende do desenho operacional e do modelo regulatório.

Consultoria para estruturação de fintechs

Na Alphacode, nós ajudamos empresas a estruturar fintechs completas, tanto no modelo full (contas digitais) quanto no modelo de crédito (SCD, securitizadoras e recebíveis). Isso envolve tecnologia, mas também visão operacional e regulatória para evitar erros caros no início. Se você está desenhando uma fintech e quer validar o modelo completo, posso te ajudar com uma consultoria objetiva.

Conclusão

Os CNAEs são um dos pontos mais subestimados na criação de fintechs, mas impactam diretamente a viabilidade bancária, regulatória e fiscal do projeto. Fintech full exige enquadramento ligado a contas digitais e pagamentos. Fintech de crédito exige enquadramento ligado a recebíveis, concessão e estruturação financeira. Fazer isso certo desde o início é parte essencial para escalar com segurança.

Debêntures no funding de fintechs: por que esse tema é central para quem quer escalar

Quando alguém decide criar uma fintech, normalmente pensa primeiro no produto, depois na tecnologia e só então no dinheiro. Na prática, essa ordem quase sempre está invertida. Em fintechs, o funding não é consequência do crescimento. Ele é parte estrutural do negócio.

Empresas que atuam com crédito, pagamentos, antecipação de recebíveis ou modelos de Banking as a Service dependem de capital para funcionar. Diferente de um SaaS tradicional, onde o crescimento acontece principalmente por aquisição de clientes, uma fintech só cresce se tiver dinheiro disponível para operar. É exatamente nesse ponto que as debêntures começam a fazer sentido.

Nos últimos anos, esse instrumento deixou de ser exclusivo de grandes corporações e passou a fazer parte do radar de fintechs mais maduras, que buscam crescer sem abrir mão do controle do negócio.

O problema do funding quando a fintech começa a crescer

No início, quase toda fintech nasce com capital próprio dos fundadores ou com algum investimento anjo. Isso funciona bem para validar o produto, testar o modelo e conquistar os primeiros clientes. O problema surge quando o negócio começa a escalar.

Nesse momento, aparecem três caminhos clássicos: buscar novos investidores, recorrer a bancos ou estruturar o funding via mercado de capitais. Cada um deles traz implicações importantes.

A entrada de investidores acelera o crescimento, mas dilui a participação dos fundadores. Em muitos casos, essa diluição acontece cedo demais. Já os bancos tradicionais costumam ter dificuldade em entender modelos financeiros inovadores, exigindo garantias e estruturas que nem sempre fazem sentido para fintechs.

É nesse espaço entre o equity e o crédito bancário que as debêntures ganham relevância.

Afinal, o que é uma debênture

Debênture é, essencialmente, uma forma de captação de recursos no mercado de capitais. A empresa emite um título de dívida, investidores compram esse título e, em troca, recebem juros ao longo do tempo e o valor investido no vencimento.

O ponto central é que o investidor não se torna sócio da empresa. Ele se torna credor. Isso muda completamente a lógica da relação.

Para a fintech, isso significa acesso a capital sem diluição societária. Para o investidor, significa previsibilidade de retorno e risco calculado, desde que a operação seja bem estruturada.

Por que debêntures se encaixam tão bem em fintechs

Fintechs que operam com crédito ou pagamentos costumam ter algo muito valioso: previsibilidade de fluxo financeiro. Carteiras de recebíveis, contratos recorrentes e modelos bem definidos permitem estruturar operações de dívida com mais segurança.

Além disso, o custo do capital captado via debêntures pode ser mais competitivo do que linhas bancárias tradicionais, especialmente quando a empresa já possui governança mínima, controles financeiros organizados e um modelo de negócio claro.

Outro ponto importante é a maturidade que esse tipo de operação exige. Emitir uma debênture força a fintech a organizar processos, melhorar transparência e adotar práticas de governança que, cedo ou tarde, seriam necessárias de qualquer forma.

O momento certo para pensar em debêntures

Debêntures não são uma solução para o estágio inicial. Uma fintech ainda em fase de ideia ou MVP precisa focar em validação, produto e aderência ao mercado. Nesse momento, falar em mercado de capitais é prematuro.

Esse instrumento começa a fazer sentido quando o negócio já roda, possui histórico operacional, gera receita e consegue demonstrar previsibilidade. É quando a conversa deixa de ser “ideia promissora” e passa a ser “operação estruturada”.

Pular etapas costuma ser um erro caro.

O erro estratégico que muitos fundadores cometem

Um dos erros mais comuns é pensar no funding apenas quando o dinheiro acaba. O correto é exatamente o oposto. O modelo de funding precisa ser considerado desde o desenho inicial da fintech.

A arquitetura tecnológica, o modelo jurídico, a forma como o dinheiro circula na operação e até as integrações escolhidas impactam diretamente a viabilidade de uma debênture no futuro. Corrigir isso depois costuma ser mais caro, mais lento e mais arriscado.

Fintechs bem-sucedidas não improvisam funding. Elas planejam.

O que vem a seguir nesta série

Nos próximos artigos, vou aprofundar como debêntures se comparam a outros instrumentos usados por fintechs e securitizadoras, como FIDCs e estruturas de securitização. Também vou mostrar como essas operações são estruturadas na prática, quais riscos precisam ser observados e para onde esse mercado está caminhando.

A ideia é tirar o tema do discurso técnico e trazer para a realidade de quem está construindo um negócio de verdade.

Quer estruturar sua fintech do jeito certo desde o início?

Se você está pensando em criar uma fintech ou já iniciou sua operação e sente que o modelo financeiro ainda não está claro, uma boa estruturação no começo faz toda a diferença.

Eu atuo com consultoria estratégica para criação e estruturação de fintechs, ajudando fundadores a alinhar tecnologia, modelo de negócio e funding desde o primeiro passo. O objetivo não é apenas colocar a fintech de pé, mas prepará-la para crescer de forma sustentável.

👉 Se quiser conversar sobre o seu projeto, entre em contato.

Uma fintech sólida não nasce por acaso. Ela é construída com decisões certas no início.

O que é uma Fintech de Crédito? Explicação simples e direta para empreendedores

Nos últimos anos, o número de empresas criando operações próprias de crédito cresceu mais do que qualquer outra vertical do mercado financeiro. E, diferente do que muitos imaginam, você não precisa ser um banco, nem passar por um processo demorado no Banco Central, para começar a operar crédito no Brasil.

Esse movimento abriu espaço para um modelo que vem ganhando força:
as fintechs de crédito.

Se você é empreendedor, gestor ou trabalha com vendas, energia solar, saúde, educação, serviços, marketplace ou varejo — este guia vai te mostrar como o modelo funciona, por que ele é tão lucrativo e como empresas de todos os tamanhos estão criando sua própria “fintech”.

O que é uma Fintech de Crédito?

Uma fintech de crédito é uma solução tecnológica que permite que uma empresa:

  • Cadastre clientes

  • Avalie risco

  • Consulte Serasa/Boa Vista

  • Gere contratos

  • Emita uma CCB (Cédula de Crédito Bancário)

  • Gere parcelas

  • Envie cobranças

  • Dê baixa automática nos pagamentos

  • Acompanhe a carteira e ofereça novos produtos

Sem precisar criar um banco, sem precisar ser SCD/SEP, e sem burocracia pesada.

Na prática, a fintech de crédito digitaliza e profissionaliza algo que muitas empresas já fazem “na mão”: financiamento próprio.

Por que tantas empresas estão criando sua própria fintech de crédito?

Simples: é lucrativo e gera fidelização.

Empresas que financiam seus clientes:

  • vendem mais

  • controlam melhor inadimplência

  • aumentam margem sobre cada operação

  • criam novas fontes de receita

  • tornam-se independentes de bancos e gateways caros

Além disso, uma fintech de crédito permite operar:

✓ Crédito próprio

Você empresta seu dinheiro e recebe juros.

✓ Crédito de parceiros

Você conecta outras empresas, cada uma com seu capital.

✓ Crédito de terceiros (investidores privados)

Usando CCBs como lastro.

Para muitos modelos de negócio, isso vira uma segunda empresa dentro da empresa — muitas vezes mais lucrativa que o produto principal.

Como funciona uma fintech de crédito na prática?

A operação é dividida em módulos. Veja como funciona:

1. Cadastro do cliente

Com coleta de dados e documentos.

2. Consulta automática Serasa/Boa Vista

Para análise de risco.

3. Definição de regras da esteira

Você escolhe sua política:

  • Score mínimo

  • Margem de operação

  • Garantias (carro, imóvel, equipamento)

  • Renda mínima

  • Prazo máximo

4. Emissão automática da CCB

A CCB formaliza a operação e é executável judicialmente, com garantia.

5. Criação das parcelas + meios de pagamento

Boleto, PIX, QR Code, tudo automático.

6. Cobrança automática por e-mail, SMS e WhatsApp

Com baixa automática após o pagamento.

7. Área do cliente

Para consultar parcelas, contratos e histórico.

8. Dashboard para sua equipe

Acompanhamento de inadimplência, carteira ativa e renovações.

Tudo isso sem você ter que construir tecnologia do zero.

Quanto custa para criar uma fintech de crédito?

Ao contrário de uma fintech completa (full banking), que exige:

  • R$ 250 mil de implantação

  • ~R$ 12 mil/mês de operação

  • Capital alto para ser SCD/SEP

A fintech de crédito é muito mais acessível:

  • Implantação média: ~R$ 30 mil

  • Mensalidade: ~R$ 3 mil

  • Tempo de implantação: 60–90 dias

Por isso ela é o produto mais procurado atualmente por empresas que querem entrar no setor financeiro sem burocracia.

Para quem esse modelo é ideal?

A fintech de crédito funciona especialmente bem para empresas que já têm:

  • Previsão de receita do cliente

  • Ciclo de pagamento previsível

  • Necessidade recorrente de crédito

Exemplos:

  • Energia solar (um dos mais fortes)

  • Marketplace de prestadores

  • Clínicas e hospitais

  • Educação / EAD

  • Varejo de alto tíquete

  • Agro

  • Franquias

  • Empresas que vendem equipamentos

  • Condomínios e associações

  • Serviços profissionais

Qualquer empresa que vende um ativo caro, ou que quer financiar clientes, pode se tornar uma “fintech”.

Por que criar uma fintech de crédito agora?

Porque o mercado está em transformação:

  • Bancos reduziram crédito

  • Taxas ficaram mais altas

  • Empresas descobriram que podem financiar seus clientes

  • CCB virou padrão do mercado

  • APIs tornaram tudo mais simples e rápido

  • Modelos de financiamento próprio saltaram em 2023–2025

Você pode aproveitar exatamente essa onda enquanto ela ainda está em expansão.

Como criar sua própria fintech de crédito em 60 dias

O processo é mais simples do que você imagina:

1. Tecnologia (a plataforma)

Esteira, consultas, CCB, pagamentos, cobrança, painel.

2. Instituição emissora da CCB

Ex.: Fidúcia, BMP, FitBank etc.
(Não precisa ser banco, apenas integrador autorizado.)

3. Políticas de crédito

Você define limites, juros, prazos.

4. Capital

Próprio ou de parceiros.

5. Operação e crescimento

Gerenciar, escalar, securitizar.

É assim que empresas estão duplicando faturamento com crédito próprio.

Conclusão: fintech de crédito é a porta de entrada para o mundo financeiro

A fintech de crédito está se tornando o principal produto financeiro para empresas que querem aumentar margem, controlar inadimplência e criar novas receitas.

É o caminho mais rápido, mais barato e mais inteligente para:

  • entrar no setor financeiro

  • modernizar sua operação

  • aumentar faturamento

  • conquistar independência dos bancos

  • profissionalizar o crédito

E o melhor: não exige registro no Banco Central.

Quer criar sua própria fintech de crédito?

Eu ajudo empresas a:

  • estruturar o modelo financeiro

  • definir políticas de crédito

  • escolher a melhor instituição emissora (Fidúcia, BMP etc.)

  • configurar toda a operação

  • implantar a tecnologia (via MOSAICO Finance)

O Que é Uma Empresa Simples de Crédito (ESC)?

Se você está acompanhando a transformação digital no mercado financeiro, já deve ter ouvido falar sobre a Empresa Simples de Crédito (ESC). Essa modalidade, regulamentada pela Lei Complementar nº 167/2019, permite que pequenos empresários ofereçam crédito diretamente a micro e pequenas empresas de sua região, desburocratizando o acesso ao crédito e criando oportunidades de negócios locais.

Neste artigo, vou explicar o que é uma Empresa Simples de Crédito, como funciona, suas vantagens, limitações e por que esse modelo tem ganhado espaço no Brasil.


O Que é Uma Empresa Simples de Crédito (ESC)?

A Empresa Simples de Crédito (ESC) é uma pessoa jurídica que realiza operações de empréstimos, financiamentos e descontos de títulos de crédito, exclusivamente para Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP).

Diferente de bancos e fintechs, a ESC não pode captar recursos de terceiros. Ou seja, ela usa apenas o capital próprio do empresário para realizar as operações de crédito.

A principal proposta da ESC é descentralizar o crédito e facilitar o acesso de pequenos negócios a recursos financeiros, especialmente em cidades onde o sistema financeiro tradicional não atende bem essas empresas.


Como Funciona a Empresa Simples de Crédito?

O funcionamento de uma ESC é simples e focado em operações de crédito locais. Aqui está o passo a passo:

1.Criação da Empresa:

A ESC deve ser registrada como uma EIRELI, Sociedade Limitada (Ltda.) ou Empresário Individual.

2.Capital Próprio:

O empresário utiliza seus recursos próprios para conceder empréstimos. Não é permitido captar recursos de terceiros ou realizar operações bancárias, como abrir contas ou emitir cartões.

3.Operações de Crédito:

A ESC pode realizar empréstimos, financiamentos e descontos de títulos de crédito exclusivamente para empresas de sua região.

4.Limitação Geográfica:

A ESC só pode atuar no município em que está registrada e em municípios limítrofes. Isso reforça o caráter de apoio local e desenvolvimento econômico regional.


Quais São as Principais Vantagens da ESC?

A Empresa Simples de Crédito traz diversas vantagens, tanto para quem deseja abrir uma ESC quanto para pequenos empresários que precisam de crédito:

Desburocratização:

A ESC oferece uma alternativa ao crédito bancário tradicional, que costuma ser mais burocrático e demorado.

Agilidade:

As operações de crédito realizadas por uma ESC são mais rápidas, pois não dependem de grandes instituições financeiras.

Fomento Local:

A ESC incentiva o desenvolvimento econômico local, ajudando micro e pequenas empresas a crescerem e prosperarem.

Retorno Financeiro:

Para o empresário que abre uma ESC, há a possibilidade de obter um bom retorno financeiro ao realizar operações de crédito seguras.


O Que a ESC Não Pode Fazer?

Embora a ESC ofereça muitas oportunidades, ela também tem algumas limitações importantes:

Não Pode Captar Recursos:

A ESC só pode emprestar capital próprio. Não é permitido captar recursos de terceiros ou de investidores.

Não Pode Realizar Operações Bancárias:

A ESC não pode abrir contas, emitir cartões de crédito, realizar transferências ou oferecer serviços financeiros típicos de bancos.

Limitação Geográfica:

A ESC só pode operar no município em que está registrada e nos municípios vizinhos.


Quem Pode Abrir Uma Empresa Simples de Crédito?

Qualquer pessoa física que tenha capital próprio disponível pode abrir uma ESC, desde que respeite as exigências legais. É uma ótima opção para:

Empreendedores locais que desejam atuar no mercado financeiro.

Profissionais que já atuam com crédito e querem formalizar suas operações.

Pessoas que desejam contribuir para o desenvolvimento econômico de sua região.


Qual a Diferença Entre Uma ESC e Uma Fintech?

Muitas pessoas confundem a ESC com uma fintech de crédito, mas existem diferenças importantes entre elas:

Aspecto ESC Fintech
Capital Utiliza apenas capital próprio. Pode captar recursos de investidores.
Regulação Lei Complementar nº 167/2019. Regulado pelo Banco Central.
Atuação Geográfica Restrita ao município de registro e vizinhos. Pode operar em nível nacional.
Serviços Oferecidos Empréstimos, financiamentos e descontos de títulos. Diversos produtos financeiros, como contas digitais e cartões.

Por Que a Empresa Simples de Crédito Está Ganhando Espaço?

Nos últimos anos, o mercado financeiro brasileiro passou por uma transformação significativa, com o surgimento de fintechs e novas regulamentações como o Open Banking e o Banking as a Service (BAAS). Nesse contexto, a ESCsurge como mais uma alternativa para facilitar o acesso ao crédito e descentralizar o mercado financeiro.

Muitas pequenas empresas têm dificuldades em conseguir empréstimos em bancos tradicionais, seja pela burocracia, taxas elevadas ou falta de garantias. A ESC oferece uma alternativa mais ágil e personalizada, atendendo as necessidades de empresas locais.


Como a Alphacode Pode Ajudar?

Na Alphacode, temos uma vasta experiência no desenvolvimento de fintechs e soluções financeiras digitais. Se você está pensando em criar uma plataforma digital para operações de crédito, podemos ajudar com:

  • Desenvolvimento de plataformas web e mobile.
  • Integração com provedores de BAAS.
  • Soluções de KYC e segurança.
  • Consultoria em modelos de negócios financeiros.

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Conclusão: A ESC É Uma Oportunidade Para Quem Quer Empreender no Mercado Financeiro

A Empresa Simples de Crédito (ESC) é uma excelente oportunidade para empreendedores que desejam atuar no mercado financeiro de forma desburocratizada e ágil. Com uma abordagem focada no desenvolvimento econômico local, a ESC tem o potencial de transformar o acesso ao crédito para micro e pequenas empresas.

Se você está pensando em explorar esse mercado, conte com minha experiência e a expertise da Alphacode para ajudar a transformar sua ideia em realidade.