LIFT Day 2026: Um Olhar Aprofundado na Inovação Financeira no Brasil

É com grande entusiasmo que compartilho informações sobre um dos eventos mais esperados no calendário de inovação financeira: o LIFT Day 2026.

O evento acontecerá no dia 31 de março, na sede do Banco Central em Brasília. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas, então, se você está interessado, é melhor garantir seu lugar agora mesmo!

O LIFT, ou Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas, é uma iniciativa de destaque coordenada pelo Banco Central em parceria com a FENASBAC.

O ecossistema LIFT busca transformar a inovação financeira em soluções práticas para desafios reais do mercado.

É uma oportunidade única não apenas para ouvir sobre os avanços mais recentes, mas também participar de um diálogo direto com reguladores, autoridades, especialistas e inovadores.

Por que Participar do LIFT Day 2026?

O LIFT Day é uma plataforma vibrante para apresentar e discutir soluções tecnológicas aceleradas nos laboratórios do LIFT. Este ano, o evento focará em três verticais de inovação:

1. LIFT Learning – Foco em Real World Assets (RWA): Com a tokenização de ativos do mundo real se consolidando como uma tendência irreversível, o evento promete explorar como a regulação e a tecnologia estão transformando esses ativos digitais, aumentando a liquidez e democratizando o acesso aos investimentos.

2. LIFT Data – Dados Abertos e Inovação Informacional: Aqui, o cruzamento entre finanças estruturadas, inteligência de dados e sustentabilidade se destaca, trazendo soluções que alinham o mercado financeiro com as metas climáticas globais, especialmente em face à COP30.

3. LIFT Lab – Soluções Tecnológicas e Novos Modelos de Negócios: Este segmento revelará projetos inovadores com potencial para redesenhar o ambiente de crédito, pagamentos e inclusão financeira, utilizando infraestruturas como Pix, Drex, e inteligência artificial.

Destaques da LIFT Papers 2025

A revista LIFT Papers é outra fonte crucial de conhecimento, apresentando projetos inovadores do ciclo 23/24. Entre eles, soluções que integram compliance e prevenção à lavagem de dinheiro, uma abordagem inovadora para Know Your Client (KYC) com a transparência do blockchain, e modelos de score Pix. Também são exploradas plataformas de tokenização para o agronegócio e ecossistemas financeiros descentralizados para investimentos sustentáveis.

O LIFT Day 2026 promete não só oferecer uma visão abrangente sobre o futuro das finanças no Brasil, mas também demonstrar como a inovação pode construir um sistema financeiro mais eficiente, inclusivo e sustentável. Não deixe de participar desta oportunidade única de aprender e conectar-se com as mentes mais brilhantes do setor financeiro. Para mais informações e inscrição, acesse [LIFT Day 2026].

Vejo vocês lá!

Entendendo as Ações do Banco Central nos Ativos Virtuais

No mundo cada vez mais digital, o interesse por ativos virtuais continua crescendo, e assim também cresce a necessidade de regulamentação e entendimento desses ativos.

Na última transmissão da LiveBC, no dia 9 de fevereiro, Antônio Marcos Guimarães, Chefe Adjunto do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do Banco Central, mergulhou fundo no cenário atual dos ativos virtuais e suas nuances regulatórias.

Diferenciando Ativos Virtuais e Criptoativos

Uma das primeiras lições dessa live foi a distinção entre ativos virtuais e criptoativos, uma confusão comum. Guimarães explicou que criptoativos são tokens digitais que têm valor econômico e são negociados em plataformas específicas chamadas blockchain. Além disso, uma característica fundamental desses tokens é o “mecanismo de consenso”, que previne o duplo gasto de ativos em plataformas descentralizadas.

Em contraste, o termo “ativo virtual” na legislação brasileira refere-se a como os criptoativos foram incorporados ao direito brasileiro pelo artigo 3º da Lei 14.478 de 2022. O Banco Central (BC) foi autorizado, por decreto presidencial, a regular e supervisionar esse campo.

O Papel das PSAVs

Outro aspecto crucial discutido foram as Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs), que são as entidades responsáveis por integrar e custodiar ativos virtuais. Utilizando tecnologias como os contratos inteligentes (smart contracts), essas prestadoras facilitam a intermediação, troca e operações com esses ativos. É um segmento que está evoluindo rapidamente e que necessita de um olhar atento por parte das entidades reguladoras.

Stablecoins: Um Capítulo à Parte

As chamadas stablecoins, ou ativos virtuais estáveis, oferecem um contraponto ao criptoativo tradicional, como o Bitcoin, que não possui lastro. Essas moedas são geralmente pareadas a moedas soberanas fortes, como o dólar ou o euro, para fornecer uma função mais uniforme e estável no mercado financeiro. No Brasil, já temos stablecoins referenciadas em reais, embora ainda negociadas em menor volume.

Regulação: Um Caminho em Construção

O crescimento global dos ativos virtuais reforçou a necessidade de regulamentação rígida. O Grupo de Ação Financeira (Gafi) incentivou esta postura com recomendações claras para regulamentações internacionais que visam combater a lavagem de dinheiro e aumentar a transparência nas transações de ativos virtuais. As resoluções 519 e 520 do BC formam parte do arcabouço regulatório brasileiro para esses ativos.

Atribuição de Competências

Antes da publicação da Lei 14.478/2022, havia ambiguidade em relação à regulamentação de ativos virtuais no Brasil. Contudo, um decreto presidencial de junho de 2023 atribuiu essa competência ao BC, embora operações específicas, como securitização ou contratos de investimento coletivo, possam ainda cair sob a jurisdição da CVM.

Essas discussões são essenciais para todos nós envolvidos com tecnologia e finanças.

Analisar e entender essas nuanças regulatórias não só me fortalece como profissional, mas também nos mantém alinhados com as tendências de inovação e segurança tecnológica.

Como fundador da Alphacode, essas informações são vitais para nosso posicionamento no mercado de tecnologia financeira.

Vamos continuar acompanhando de perto os desdobramentos desse cenário em evolução.

Motor de crédito para nichos específicos: por que entender o setor é mais importante do que ter um bom score

Nos últimos anos, praticamente toda fintech de crédito passou a afirmar que possui um “motor de crédito próprio”.

Na prática, isso normalmente significa integração com bureau, Open Finance, algumas regras automatizadas e um score estatístico.

Mas quando falamos de crédito para nichos específicos, isso é insuficiente.

Crédito não é apenas análise de dados.

Crédito é compreensão estrutural do setor financiado.

E o agronegócio talvez seja o melhor exemplo para provar isso.

O que realmente é um motor de crédito

Antes de aprofundar o tema, vale organizar o conceito.

Motor de crédito não é apenas um score.

Ele é o conjunto de:

  • política de crédito
  • regras de elegibilidade
  • modelagem de risco
  • definição de limites
  • precificação por risco
  • integração com antifraude
  • estratégia de aprovação
  • retroalimentação e ajuste da carteira

Ou seja, o motor é a arquitetura de decisão que transforma dados em risco mensurado e risco precificado.

Quando essa arquitetura não considera a lógica específica do setor financiado, o erro aparece na margem, na inadimplência e na escalabilidade.

Crédito para produtor rural não pode ser tratado como crédito urbano

Se você for conceder crédito para um produtor rural utilizando o mesmo modelo aplicado a um lojista urbano, o risco de erro é alto.

O agronegócio possui características próprias:

  • sazonalidade forte de receita
  • dependência de safra
  • exposição climática
  • variação de preço de commodities
  • ciclos longos de capital
  • garantias específicas como CPR e penhor de safra

Se o seu motor considera apenas score tradicional, histórico bancário e renda média mensal, ele está ignorando variáveis que explicam o risco real no agro.

Isso gera distorções importantes:

  • limite subdimensionado
  • reprovação de operações viáveis
  • taxa incompatível com o risco real
  • crescimento travado

Sazonalidade é um fator estrutural no agro

Produtores rurais não têm fluxo linear.

A receita pode estar concentrada no período de colheita, enquanto o custo ocorre meses antes.

Um modelo que usa média mensal simples como indicador de capacidade de pagamento pode classificar como risco elevado um produtor saudável apenas porque está fora do ciclo de venda.

Um motor específico para agronegócio deveria considerar:

  • cultura plantada
  • ciclo produtivo
  • histórico de produtividade
  • janela de colheita
  • padrão regional

Sem isso, a análise é superficial.

Preço de commodity altera o risco real

Outro fator ignorado por motores genéricos é a variação de preço.

A capacidade de pagamento de um produtor de soja ou milho pode variar significativamente conforme o cenário de mercado.

Um motor mais sofisticado pode incorporar:

  • contratos futuros
  • hedge
  • tendência de commodity
  • histórico de venda antecipada

Esses elementos impactam diretamente o risco e deveriam influenciar limite e taxa.

Garantias no agro exigem leitura especializada

No crédito urbano, as garantias são mais padronizadas.

No agro, temos:

  • CPR
  • penhor de safra
  • alienação de maquinário
  • contratos de barter

O motor precisa entender a liquidez e executabilidade dessas garantias.

Sem isso, a precificação pode superestimar risco ou subestimar exposição.

O agro é apenas um exemplo

O mesmo raciocínio se aplica a outros nichos.

Se você financia:

  • fornecedores de supermercado
  • clínicas médicas
  • empresas SaaS
  • motoristas de aplicativo
  • vendedores de marketplace
  • Você precisa compreender:
  • como o setor gera receita
  • quais riscos operacionais enfrenta
  • qual é a sazonalidade
  • quais indicadores antecipam inadimplência
  • quais garantias são efetivamente executáveis

Sem essa leitura contextual, o motor vira apenas um filtro estatístico genérico.

O problema não é inadimplência. É margem mal calibrada.

Muitas fintechs não quebram por inadimplência alta.

Elas perdem dinheiro porque:

  • aprovam menos do que poderiam
  • precificam mal o risco
  • concedem limites inadequados
  • ou crescem com modelo desalinhado ao setor

Isso corrói margem silenciosamente.

Escalar crédito sem dominar o risco específico do nicho é amplificar erro.

Em 2026, diferencial competitivo é motor contextualizado

O mercado de crédito está mais competitivo e mais exigente.

Funding analisa qualidade de carteira.

Investidores analisam modelagem de risco.

Regulação exige governança estruturada.

Fintechs que operam nichos precisam ir além de score padrão.

Precisam construir motores alinhados à lógica do setor financiado.

Quem domina isso constrói carteira saudável e margem sustentável.

Quem ignora isso depende de sorte.

Consultoria para estruturação de motor de crédito

Na Alphacode, nós ajudamos fintechs, securitizadoras, SCDs e empresas que desejam operar crédito a estruturarem motores adaptados ao nicho específico da operação.

Isso envolve:

  • arquitetura tecnológica
  • política de crédito
  • modelagem de risco
  • integração com dados relevantes do setor
  • estruturação operacional

Se você está estruturando crédito para agronegócio ou qualquer outro nicho e quer validar se seu modelo está realmente alinhado ao risco do segmento, eu posso ajudar através de uma consultoria estratégica.

Você pode me procurar aqui ou falar diretamente com a Alphacode para discutir o desenho do seu motor de crédito.

Crédito não é apenas algoritmo.

É compreensão profunda do setor financiado.

E é isso que diferencia uma fintech comum de uma operação realmente lucrativa.

Resolução BCB nº 547/2026: o que muda para os Provedores de Tecnologia que acessam a RSFN

No dia 30 de janeiro de 2026, o Banco Central publicou a Resolução BCB nº 547, alterando a Resolução 498/2025 e elevando significativamente o nível de exigência para os Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que operam conectados à RSFN, a Rede do Sistema Financeiro Nacional.

Na prática, o regulador passou a tratar o PSTI como infraestrutura crítica do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro.

A seguir, explico o que realmente muda e por que isso é relevante.


1. Capital mínimo mais elevado e proporcional ao risco

A norma estabelece capital social realizado e patrimônio líquido mínimo de R$ 15 milhões.

Além disso, o Banco Central poderá exigir valores superiores conforme:

  • Volume de operações
  • Quantidade de clientes
  • Perfil de risco do PSTI

Isso introduz um critério prudencial baseado em risco. Quanto maior a exposição sistêmica, maior a exigência de robustez financeira.


2. Governança formal e estrutura obrigatória de risco e compliance

A resolução passa a exigir formalmente:

  • Estrutura de gestão de riscos
  • Controles internos
  • Função de conformidade
  • Relatório anual de riscos, controles internos e compliance
  • Aprovação pelo conselho
  • Envio obrigatório ao Banco Central até maio do ano seguinte
  • Guarda de documentos por no mínimo 5 anos

Ou seja, o PSTI deixa de ser apenas um fornecedor tecnológico e passa a operar com padrão de governança próximo ao de uma instituição regulada.


3. Regras rigorosas para controladores e administradores

A norma detalha conceitos como controlador, grupo de controle e último nível da cadeia de controle.

Os controladores e administradores devem:

  • Ter reputação ilibada
  • Não possuir condenações relevantes
  • Não estar inabilitados pelo Banco Central ou CVM
  • Comprovar capacitação técnica
  • Residir no Brasil, no caso de administradores
  • Ter mandato máximo de 4 anos, renovável

Fundos de investimento não podem ser controladores de PSTI.

Além disso, o Banco Central passa a ter poder explícito para arquivar pedidos, indeferir credenciamentos ou rever decisões com base em aspectos reputacionais ou inconsistências documentais.


4. Auditoria independente obrigatória e certificação de segurança

A resolução exige:

  • Certificação internacional de segurança da informação
  • Auditoria independente anual
  • Avaliação obrigatória de segurança da informação
  • Avaliação de PLD/FT, quando aplicável
  • Demonstrações financeiras auditadas
  • Possibilidade de relatório de asseguração razoável registrado na CVM

O nível técnico exigido sobe de forma significativa.


5. Monitoramento contínuo e poder ampliado do regulador

O Banco Central poderá:

  • Exigir aumento posterior de capital
  • Determinar ajustes estruturais
  • Aplicar medidas cautelares
  • Promover descredenciamento por descumprimento grave ou recorrente
  • Rever decisões anteriores diante de fatos relevantes

Há também previsão de descredenciamento caso haja falhas operacionais que afetem a integridade ou disponibilidade da RSFN.


6. Plano de saída ordenada

Caso o PSTI queira se descredenciar, deverá:

  • Comunicar com 30 dias de antecedência
  • Apresentar plano de saída ordenada
  • Priorizar a mitigação de impacto sobre instituições financeiras e sobre o funcionamento do SFN e do SPB

Isso reforça o caráter sistêmico da atividade.


7. Exceção para grupos econômicos

Empresas que prestam serviços exclusivamente para instituições do mesmo grupo econômico não se submetem integralmente à norma, desde que:

  • Mantenham segregação operacional
  • Cumpram requisitos técnicos e de segurança

O que essa resolução sinaliza ao mercado

A mensagem é clara: o Banco Central está tratando a infraestrutura tecnológica do sistema financeiro como parte essencial da estabilidade sistêmica.

Não se trata apenas de tecnologia. Trata-se de:

  • Segurança
  • Governança
  • Integridade operacional
  • Continuidade de negócios
  • Resiliência cibernética

O PSTI passa a ocupar posição estratégica dentro do arranjo regulatório do sistema financeiro.


Conclusão

A Resolução BCB nº 547/2026 representa um movimento de maturidade regulatória. Ela eleva o padrão de quem pode operar conectado à RSFN e reduz o risco de fragilidade tecnológica na cadeia do sistema financeiro.

Para empresas de tecnologia que desejam atuar nesse mercado, o recado é objetivo: robustez financeira, governança sólida, auditoria independente e segurança da informação deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos.

O sistema financeiro brasileiro continua avançando. E a régua técnica está cada vez mais alta.

Banco Central proibiu fintech de usar o termo “Bank”? Entenda o que mudou e como isso impacta sua empresa

Imagine o seguinte cenário.

Você cria uma fintech inovadora. Constrói uma marca forte. Registra domínio, redes sociais, investe em branding. E então descobre que talvez não possa usar a palavra “Bank” no nome.

Parece exagero?

Mas não é.

O Banco Central do Brasil publicou uma normativa que restringe o uso de termos como “banco” e “bank” por empresas que não possuem autorização específica para funcionar como banco.

Neste artigo, vou explicar de forma simples:

  • O que a norma realmente diz
  • Quem pode ou não usar o termo “bank”
  • O que acontece se a empresa já usa
  • Como isso impacta fintechs, IPs e SCDs
  • E o que você deve avaliar antes de escolher o nome da sua fintech

O que diz a norma do Banco Central sobre o uso da palavra “Bank”?

A Resolução Conjunta nº 17/2025 do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional estabelece que:

Instituições não autorizadas a funcionar como banco não podem utilizar termos que induzam o público a acreditar que são bancos.

Isso vale para:

  • Nome empresarial
  • Nome fantasia
  • Marca
  • Domínio de internet
  • Comunicação publicitária

Ou seja, não é apenas uma questão societária. É uma questão de como a empresa se apresenta ao mercado.

Quem pode usar “Bank” no nome?

Somente instituições que tenham autorização específica do Banco Central para funcionar como banco, como por exemplo:

  • Banco múltiplo
  • Banco comercial
  • Banco de investimento

Se a sua empresa for:

  • Instituição de Pagamento (IP)
  • Sociedade de Crédito Direto (SCD)
  • Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP)
  • Correspondente bancário
  • Fintech estruturada sob outro tipo societário regulado

E não tiver licença bancária, o uso do termo pode ser considerado irregular.

Mas muitas fintechs usam “Bank”. Como fica?

A norma prevê prazo de adequação para quem já utiliza o termo.

As empresas afetadas devem:

  1. Apresentar plano de adequação ao Banco Central
  2. Ajustar nome e comunicação dentro do prazo estipulado

Além disso, há exceções para conglomerados financeiros que possuam banco autorizado dentro do grupo econômico.

Cada caso precisa ser analisado de forma técnica.

Por que o Banco Central criou essa regra?

O objetivo principal é evitar confusão do consumidor.

Quando alguém vê a palavra “Bank”, a expectativa é clara:

  • Depósito protegido pelo FGC
  • Regulação bancária completa
  • Supervisão específica
  • Exigências prudenciais próprias de banco

Nem toda fintech está submetida ao mesmo nível de exigência regulatória que um banco tradicional.

A norma busca preservar transparência e segurança jurídica.

O impacto real para quem quer abrir uma fintech

Essa regra muda principalmente três coisas:

1. Branding estratégico

O nome da fintech não é apenas marketing. É regulação.

Escolher um nome sem avaliar a estrutura regulatória pode gerar:

  • Necessidade de rebranding
  • Perda de investimento em marca
  • Ajustes contratuais
  • Problemas com domínio e propriedade intelectual

2. Planejamento societário

Antes de decidir o nome, é preciso decidir:

  • Qual licença você terá
  • Se haverá banco no grupo
  • Se será IP, SCD ou outra estrutura
  • Se haverá parceria com banco liquidante

Muitos empreendedores escolhem o nome antes de definir a arquitetura regulatória. Esse é um erro estratégico.

3. Comunicação ao mercado

Mesmo que o nome não contenha “bank”, a forma como você comunica seus serviços também pode gerar questionamento regulatório.

A regulação olha para substância, não apenas para forma.

O que fazer antes de registrar o nome da sua fintech

Se você está estruturando uma fintech, recomendo avaliar:

  • Modelo regulatório
  • Estrutura societária
  • Necessidade ou não de licença própria
  • Parcerias bancárias
  • Posicionamento de marca
  • Riscos regulatórios de comunicação

Fintech não é apenas tecnologia. É tecnologia + regulação + arquitetura financeira.

E esses três pilares precisam nascer juntos.

Minha visão como especialista em tecnologia para fintechs

Ao longo dos últimos anos, estruturamos dezenas de projetos no segmento financeiro.

O que aprendi é simples:

Inovação só é sustentável quando é construída sobre bases sólidas.

No mercado financeiro, isso significa:

  • Engenharia robusta
  • Segurança
  • Compliance desde o início
  • Arquitetura pensada para escala
  • E alinhamento regulatório desde o primeiro desenho

Muitos problemas que aparecem no futuro começam na escolha errada do modelo no início.

Está criando uma fintech ou revisando sua estrutura?

Se você:

  • Quer lançar uma fintech
  • Está estruturando uma IP ou SCD
  • Deseja migrar para licença própria
  • Precisa revisar marca e enquadramento regulatório
  • Ou quer construir uma fintech sólida desde o início

Eu posso te ajudar.

Atuo na estruturação estratégica e tecnológica de fintechs, conectando:

  • Regulação
  • Arquitetura de software
  • Modelo de negócio
  • Escalabilidade

Antes de investir em marca, tecnologia ou marketing, vale fazer a pergunta certa:

Sua fintech está juridicamente alinhada com o que comunica ao mercado?

Se quiser conversar, me envie uma mensagem. Vamos estruturar isso da forma correta.

Por que assumir o financiamento muda completamente o lucro de uma fintech de crédito

Na maioria das reuniões que participo com empresas interessadas em criar uma fintech de crédito, existe um padrão que se repete: a ideia inicial quase sempre parte de uma integração com bancos ou financeiras tradicionais para viabilizar o crédito.

Esse caminho faz sentido no começo. Ele reduz barreiras regulatórias, acelera o go-to-market e permite validar o modelo.


O problema é que, se essa estrutura vira definitiva, ela limita profundamente o crescimento e a rentabilidade do negócio.

E isso não é uma discussão teórica. É algo que aparece na prática, em reuniões reais.

O modelo tradicional de fintech de crédito

No modelo mais comum, a fintech atua como originadora:

  • Capta o cliente
  • Faz a jornada digital
  • Coleta dados
  • Inicia o processo de crédito

Quem efetivamente:

  • Analisa o risco final
  • Disponibiliza o capital
  • Define taxas e prazos

é o banco ou a financeira parceira.

No fim, a fintech recebe uma comissão, uma taxa por operação ou um revenue share.
Funciona. Mas existe um detalhe importante.

Quem coloca o dinheiro controla o spread.
E quem controla o spread controla o lucro.

Na prática, a fintech faz grande parte do trabalho e fica com uma fatia limitada do resultado financeiro.

Onde está o erro estrutural

O erro não está em usar parceiros financeiros. Eles são fundamentais.
O erro está em abrir mão completamente da estrutura de financiamento.

Quando a fintech depende integralmente de terceiros para funding, ela:

  • Tem margem limitada
  • Fica refém de políticas externas
  • Perde flexibilidade para inovar em modelos de cobrança
  • Tem dificuldade para escalar com previsibilidade

É aqui que entra a inversão de lógica.

A inversão da lógica: assumir o financiamento

Em vez de apenas originar crédito para um banco, a fintech pode assumir o papel de financiadora do próprio serviço ou produto.

Funciona assim:

  • A empresa analisa o cliente
  • Define critérios internos de crédito
  • Financia diretamente a operação em parcelas
  • O resultado financeiro permanece dentro do grupo

Em muitos casos, especialmente quando falamos de prestação de serviços, nem existe um grande desembolso inicial.
O custo é diluído ao longo do tempo, enquanto a receita financeira passa a ser recorrente.

Isso muda completamente a equação do negócio.

A importância de separar operação e crédito

Um ponto fundamental, e que sempre recomendo, é a separação clara entre operação e crédito.

O modelo mais saudável é:

  • Uma empresa focada na operação, tecnologia e experiência do cliente
  • Outra empresa dedicada exclusivamente à estrutura de crédito

Essa empresa de crédito deve operar:

  • Com governança própria
  • Gestão de risco clara
  • Conectada a um parceiro regulado pelo Banco Central

Essa separação traz benefícios enormes:

  • Reduz risco jurídico e financeiro
  • Facilita compliance
  • Permite escalar o crédito de forma controlada
  • Dá transparência para investidores e parceiros

Não é sobre “burlar” o sistema. É sobre estruturar corretamente.

Por que esse modelo muda o jogo

Quando a fintech assume o financiamento de forma estruturada, alguns efeitos aparecem rapidamente:

  • Margens maiores
  • Previsibilidade de receita
  • Mais controle sobre a jornada do cliente
  • Capacidade real de desenhar produtos financeiros sob medida
  • Maior valor estratégico do negócio no longo prazo

A fintech deixa de ser apenas um canal de distribuição e passa a ser, de fato, uma empresa financeira.

Não é uma decisão tecnológica. É estratégica.

Muita gente discute fintech olhando apenas para tecnologia, APIs e integrações.
Tudo isso é importante, mas não resolve o principal.

A estrutura financeira define o sucesso ou o fracasso da operação.

Decisões erradas no início podem até acelerar o lançamento, mas custam muito caro depois.
Decisões sólidas, mesmo que mais complexas, constroem negócios sustentáveis.

Esse tipo de discussão raramente aparece em pitch decks ou posts virais, mas é ela que define quem vai crescer de verdade no mercado de crédito.

Por que supermercados estão criando fintechs em 2026 (e como isso aumenta margem e poder de compra)

O setor supermercadista sempre foi um jogo de margens apertadas.

Quem opera supermercados sabe que a diferença entre um bom resultado e um ano difícil muitas vezes está em poucos pontos percentuais na negociação com fornecedores, no prazo de pagamento e no giro do caixa.

Nos últimos anos, grandes grupos descobriram uma ferramenta poderosa para melhorar essa equação:

fintechs próprias.

Em 2026, fintech não é mais algo exclusivo de bancos ou startups. Para redes de supermercados, ela se tornou uma estratégia real para:

  • aumentar margens
  • antecipar recebíveis para fornecedores
  • criar crediário próprio
  • fidelizar clientes
  • ganhar eficiência financeira

Neste artigo, vou explicar por que supermercadistas estão entrando nesse movimento e como isso pode gerar ganhos concretos.


Supermercado não é só varejo. É uma operação financeira gigante.

Um supermercado movimenta diariamente:

  • fluxo de cartão e Pix
  • recebíveis futuros
  • pagamentos para dezenas ou centenas de fornecedores
  • programas de fidelidade
  • parcelamentos e crédito ao consumidor
  • operações de caixa intensivas

Na prática, grandes redes sempre foram “quase bancos”, só que sem capturar o valor financeiro dessa operação.

O que mudou é que agora existe infraestrutura para isso.

Com Embedded Finance e Banking as a Service, supermercados conseguem criar soluções financeiras próprias sem virar um banco tradicional.


A principal vantagem: antecipação de recebíveis para fornecedores

Aqui está um dos maiores ganhos.

Muitos fornecedores preferem receber à vista ou em prazos menores, mas o supermercado normalmente trabalha com prazos longos.

Isso gera uma oportunidade:

A rede pode oferecer ao fornecedor uma antecipação estruturada, através de uma fintech própria ou operação financeira parceira.

O fornecedor recebe antes.

O supermercado ganha poder de negociação.

E a margem melhora.

Na prática, isso permite:

descontos maiores na compra

condições melhores em volume

fidelização de fornecedores estratégicos

nova fonte de receita financeira

Grandes grupos já fazem isso há anos de forma sofisticada.

Agora, redes médias também conseguem.


Fintech como ferramenta para aumentar margem na compra

Supermercadista sabe que margem não nasce na venda. Ela nasce na compra.

Quando você consegue:

pagar antes com desconto

reduzir custo financeiro da cadeia

estruturar antecipação

operar melhor o capital de giro

Você aumenta margem sem precisar aumentar preço ao consumidor.

Fintech é exatamente isso: capturar eficiência financeira dentro da cadeia.


Outra oportunidade enorme: crediário próprio e crédito ao consumidor

Além do lado fornecedor, existe o lado cliente.

Muitas redes ainda dependem exclusivamente de:

cartões de terceiros

parcelamentos externos

bancos oferecendo crédito para o consumidor final

Mas grandes grupos estão cada vez mais criando:

carteiras digitais próprias

credário interno

cartões private label

programas de cashback e fidelidade financeira

crédito integrado ao consumo

Isso transforma o supermercado em uma plataforma, não apenas um ponto de venda.

E crédito bem estruturado aumenta:

ticket médio

recorrência

retenção

margem financeira


Programas de fidelidade se tornam programas financeiros

O futuro da fidelidade não é só ponto e desconto.

É wallet.

Supermercados com fintech conseguem oferecer:

conta digital do cliente

saldo pré-pago

cashback em dinheiro

benefícios financeiros

crédito vinculado ao comportamento de compra

Isso cria um ecossistema fechado e aumenta drasticamente o lifetime value.


“Mas isso não é coisa só de gigante?”

Não mais.

Essa é a grande mudança de 2026.

Hoje, com parceiros de Banking as a Service, adquirência e infraestrutura regulada, uma rede regional pode lançar uma operação fintech de forma modular:

começa com antecipação para fornecedores

evolui para carteira digital

depois crediário próprio

depois produtos mais sofisticados

Fintech virou ferramenta estratégica acessível.


Por que grandes grupos usam fintech para aumentar margem?

Porque fintech captura valor em três frentes:

  1. Margem na compra (desconto via antecipação)

  2. Receita financeira (taxas, float, antecipação, crédito)

  3. Fidelização e recorrência (cliente preso no ecossistema)

É uma alavanca de margem que não depende de aumentar preço.

Depende de estruturar melhor o dinheiro que já passa pela operação.


Como começar uma fintech para supermercados?

O caminho mais sólido não é “criar um banco”.

É começar com um caso claro:

antecipação para fornecedores

split e pagamentos integrados

wallet para fidelidade

crédito simples no checkout

Tudo isso exige:

boa arquitetura tecnológica

parceiros financeiros certos

governança e compliance

visão estratégica de operação


Consultoria e implantação de fintechs para varejo

Na Alphacode, nós ajudamos empresas a estruturar operações fintech completas, especialmente em setores como varejo e food.

Se você é supermercadista e quer entender como uma fintech pode aumentar suas margens e criar novas receitas, eu faço uma consultoria objetiva para desenhar os primeiros passos com segurança e visão de longo prazo.


Conclusão

Supermercados sempre foram operações financeiras enormes, mas agora existe uma forma clara de capturar esse valor.

Fintech em 2026 é uma ferramenta estratégica para:

antecipar recebíveis

aumentar poder de compra

criar crediário próprio

fidelizar clientes

aumentar margens sem aumentar preços

Os grandes grupos já fazem isso.

A pergunta é: quando as redes médias vão começar?

Quer saber por onde começar? Eu te ajudo de ponta a ponta, me chama no whats!

O que é uma adquirente e qual o papel dela no mercado de fintechs?

Se você está pesquisando sobre fintechs e meios de pagamento, provavelmente já encontrou termos como adquirente, subadquirente, gateway e PSP.

O problema é que muita gente confunde esses conceitos e isso costuma gerar decisões erradas na hora de montar uma operação de pagamentos, seja em um e-commerce, um aplicativo, um marketplace ou uma fintech.

Neste artigo, eu vou explicar de forma simples o que é uma adquirente, como ela funciona na prática e por que ela é uma peça tão importante no ecossistema de fintechs.

O que é uma adquirente?

Adquirente, também chamada de credenciadora, é a empresa responsável por conectar o lojista ao sistema financeiro de cartões. Em outras palavras, ela permite que uma venda feita no cartão de crédito ou débito seja processada, autorizada e liquidada.

Na prática, quando um cliente paga com cartão, existe toda uma estrutura por trás para que aquela transação seja validada e o dinheiro chegue ao destino correto. A adquirente é um dos componentes centrais dessa estrutura. Sem ela, o pagamento com cartão não acontece da forma tradicional.

Como uma adquirente funciona na prática?

O papel da adquirente aparece no momento em que o consumidor realiza uma compra e escolhe pagar com cartão. Primeiro, a transação é capturada pelo sistema de venda, que pode ser um checkout de e-commerce, um aplicativo, uma maquininha ou uma plataforma digital. A partir desse momento, a adquirente entra em ação para processar a solicitação.

Ela encaminha a transação para a rede da bandeira do cartão, que funciona como uma ponte entre o ambiente do lojista e o banco emissor. Em seguida, o banco emissor avalia a compra e decide se aprova ou recusa, com base em critérios como limite disponível, validações de segurança e risco de fraude.

Quando a compra é aprovada, a adquirente organiza a liquidação e o repasse do valor, respeitando as regras da operação. Esse repasse acontece conforme o prazo acordado, considerando taxas como MDR e as condições de parcelamento e agenda de recebíveis.

Por que ela se chama adquirente?

O nome “adquirente” vem do conceito de que essa empresa “adquire” a transação do lojista e encaminha para o ecossistema financeiro. Ela funciona como uma ponte entre o mundo da venda e o mundo bancário, garantindo que a operação aconteça com segurança e rastreabilidade.

Esse papel é especialmente relevante em negócios digitais, porque a transação precisa acontecer com estabilidade, consistência e previsibilidade. Pequenas falhas aqui geram impacto direto em vendas, satisfação do usuário e receita.

Um exemplo simples para entender

Imagine um aplicativo de delivery. O cliente escolhe o pedido, finaliza a compra e paga com cartão. O sistema envia essa transação para processamento, a adquirente recebe e encaminha para a bandeira, a bandeira envia ao banco emissor, o banco aprova e a compra é concluída. Depois disso, dentro do prazo contratado, o dinheiro é repassado para o recebedor certo.

Em poucos segundos, um fluxo relativamente complexo é executado. A adquirente está no centro desse processo.

Qual a diferença entre adquirente, gateway e subadquirente?

No mercado de pagamentos existem termos parecidos, mas cada um cumpre um papel diferente.

A adquirente é quem faz a conexão com bandeiras e emissores e efetivamente processa a transação e liquida o pagamento. Ela credencia o lojista e viabiliza o fluxo financeiro da venda.

O gateway de pagamento é uma camada tecnológica que conecta o checkout ou o sistema de venda aos serviços financeiros. Ele ajuda no roteamento e na integração, podendo trabalhar com múltiplas adquirentes e oferecendo recursos como conciliação, antifraude e redundância de transação.

Já a subadquirente é uma empresa que utiliza adquirentes por trás e oferece uma solução simplificada para lojistas e plataformas. Esse modelo é muito comum em marketplaces, aplicativos com múltiplos recebedores e operações que precisam facilitar o onboarding de vendedores sem exigir credenciamento direto com cada adquirente.

Entender essas diferenças é importante porque elas impactam custos, risco, experiência do usuário e o desenho do produto.

Qual o papel da adquirente no mercado de fintechs?

No universo de fintechs, a adquirente vai muito além de “processar cartão”. Ela é uma peça estratégica de infraestrutura que permite que produtos digitais realmente movimentem dinheiro de forma estruturada.

É ela que viabiliza operações como checkout dentro de aplicativos, pagamentos recorrentes, parcelamentos, split de pagamento e modelos de marketplace. A adquirência está presente em muitos projetos que envolvem contas digitais, carteiras, plataformas de cobrança, soluções para e-commerce e produtos financeiros integrados.

Por isso, quando uma fintech cresce, a escolha e a arquitetura de adquirência começam a impactar diretamente não só o custo da operação, mas também a taxa de conversão, a estabilidade e a capacidade de expansão do produto.

Por que a adquirente é tão importante para uma fintech?

O primeiro motivo é que ela habilita a transação real. Sem uma estrutura de adquirência bem definida, o produto pode até funcionar como plataforma, mas não sustenta um fluxo financeiro robusto e escalável.

O segundo motivo é que adquirência impacta conversão. Instabilidade, timeout, falhas na autorização, excesso de transações negadas e problemas de integração afetam diretamente vendas e receita. Em aplicativos, isso costuma aparecer como abandono de compra e perda de confiança do usuário.

O terceiro ponto é a margem. Taxas, repasses, antecipação e condições de recebíveis mudam completamente a economia do negócio. Muitas fintechs aprendem isso na prática, depois que já estão operando, quando o volume cresce e os custos ficam mais visíveis.

Por último, a adquirência também influencia risco e chargeback. Fraude e contestação fazem parte do jogo e a forma como a operação é estruturada impacta retenções, regras de disputa e previsibilidade do caixa.

O que avaliar na hora de escolher uma adquirente?

Se você está estruturando um produto com pagamentos, vale olhar com atenção para estabilidade e disponibilidade, qualidade das APIs, suporte e tempo de resposta, modelo comercial, prazos de recebimento e agenda financeira, além de recursos como split de pagamento e capacidade de lidar com múltiplos recebedores.

Também é importante entender como a adquirente trabalha com chargeback, regras de contestação e camadas de segurança. Em fintech, esses pontos rapidamente deixam de ser detalhes técnicos e viram parte essencial do negócio.

Consultoria para estruturar sua operação de pagamentos

Se você está montando uma fintech, marketplace ou plataforma com pagamentos e quer tomar decisões sólidas desde o início, eu faço consultorias objetivas para avaliar o modelo ideal de adquirência e estruturar a operação com visão de negócio, tecnologia e governança.

Se quiser, me envie uma mensagem e eu te retorno com os próximos passos.

Conclusão

Adquirente é a empresa que conecta o lojista ao ecossistema de cartões, permitindo que pagamentos sejam autorizados e liquidados. E no mercado de fintechs, ela é um componente essencial de infraestrutura, porque viabiliza transação, conversão, previsibilidade financeira e capacidade de escala.

Entender adquirência em 2026 não é detalhe técnico. É fundamento para qualquer produto que precise movimentar dinheiro com consistência.

Float financeiro: o que é, como funciona e por que ele importa para fintechs

Se você atua no mercado financeiro, em meios de pagamento ou no universo das fintechs, entender o que é float financeiro não é detalhe técnico. É parte da lógica econômica do negócio.

De forma simples, float financeiro é o valor que fica temporariamente sob custódia de uma operação antes de ser repassado ao destinatário final. Esse intervalo pode durar horas ou dias. E é justamente nesse período que surge uma oportunidade financeira real.

Em operações com volume alto, o float pode impactar receita, fluxo de caixa, previsibilidade e até valuation.

Por isso, entender como o float funciona não é apenas útil. É estratégico.

O que é float financeiro?

Float financeiro é o dinheiro em trânsito dentro de uma operação financeira.

Na prática, ele aparece quando um valor entra em uma plataforma, conta operacional ou estrutura de liquidação, mas ainda não foi repassado ao recebedor final.

Esse intervalo entre entrada e saída do recurso é o float.

Dependendo do modelo de negócio, do volume transacionado e da estrutura operacional, esse dinheiro temporariamente retido pode gerar rendimento e influenciar diretamente a eficiência financeira da operação.

O que é float bancário?

Muita gente também procura por float bancário. Na essência, a lógica é a mesma.

O termo float bancário costuma ser usado para descrever o período em que um recurso permanece transitando dentro da dinâmica de liquidação bancária antes da compensação ou do repasse final.

Em contextos de fintech, adquirência, banking, contas transacionais e produtos de pagamento, o conceito segue igual: existe um intervalo entre o momento em que o dinheiro entra e o momento em que ele efetivamente sai.

É nesse intervalo que o float existe.

Como o float financeiro funciona na prática

O funcionamento é simples de entender.

Imagine este fluxo:

  • o cliente realiza um pagamento
  • o valor entra na estrutura da operação
  • o repasse ao destinatário acontece em D+1, D+2 ou conforme a política adotada

Durante esse tempo, o recurso continua dentro do circuito financeiro da operação.

Isso não significa liberdade irrestrita para fazer qualquer coisa com o dinheiro. Significa que existe uma janela operacional que, quando bem estruturada e dentro das regras, pode gerar eficiência econômica.

Em empresas com grande volume de transações, essa diferença deixa de ser detalhe e vira componente relevante do modelo financeiro.

Por que o float financeiro é tão importante para fintechs

O float importa porque, em muitos modelos financeiros, a margem principal está cada vez mais pressionada.

Taxas diminuem. Competição aumenta. CAC não ajuda. E eficiência operacional passa a valer mais.

É justamente nesse cenário que o float ganha relevância.

Ele pode ajudar a:

  • melhorar o fluxo de caixa
  • gerar receita adicional
  • financiar parte da operação
  • ampliar previsibilidade financeira
  • fortalecer a lógica econômica do produto

Em outras palavras, o float pode ser uma das engrenagens silenciosas que sustentam a saúde do negócio.

Onde o float aparece no mundo real

O float pode aparecer em diferentes estruturas, como:

  • fintechs de pagamento
  • plataformas com liquidação em prazos específicos
  • operações com repasse D+1 ou D+2
  • estruturas de contas transacionais
  • produtos que intermediam recebimento e repasse

Quanto maior o volume processado, maior tende a ser a relevância econômica desse intervalo.

É por isso que operações financeiramente parecidas na superfície podem ter resultados muito diferentes por trás.

Às vezes, o diferencial não está apenas na taxa cobrada do cliente. Está em como a empresa desenhou sua engenharia financeira.

Float financeiro não é gambiarra

Existe muita confusão em torno do tema.

Algumas empresas tratam o float como se fosse uma brecha improvisada. Outras nem olham para isso com profundidade, como se fosse um detalhe irrelevante.

As duas leituras são ruins.

Float não é gambiarra. Não é truque. Não é jeitinho.

Quando tratado corretamente, float é parte da engenharia financeira da operação.

A diferença entre uma empresa madura e uma empresa desorganizada não está em “ter ou não ter float”. Está em entender o tema com responsabilidade operacional, estrutura adequada e leitura estratégica.

Qual a diferença entre float e spread?

Essa é uma das confusões mais comuns.

Float

Float é o rendimento ou benefício financeiro associado ao dinheiro em trânsito dentro da operação, antes do repasse final.

Spread

Spread é a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada em operações de crédito.

Ou seja:

  • spread está ligado a crédito e intermediação financeira
  • float está ligado ao tempo de permanência do recurso no fluxo operacional

Confundir os dois conceitos é misturar mecanismos financeiros diferentes. Se o seu modelo envolve crédito, vale entender também como funciona a CCB dentro de operações financeiras mais estruturadas.

O Banco Central permite float financeiro?

De forma geral, o ponto não é tratar o float como proibição ou permissão simplista.

O que importa é a forma como a operação é estruturada, a natureza do produto, as regras aplicáveis, a segurança dos recursos, a transparência, a liquidez e o cumprimento das obrigações regulatórias.

Em operações sérias, o float precisa ser tratado com responsabilidade.

Isso envolve, entre outros pontos:

  • segurança dos recursos
  • disponibilidade para liquidação e repasse
  • aderência às regras aplicáveis ao modelo da operação
  • governança financeira e operacional

Ou seja: o tema não deve ser lido com ingenuidade nem com oportunismo.

Como calcular o float financeiro

Um modelo simplificado ajuda a visualizar:

  • volume diário transacionado: R$ 10.000.000
  • retenção média: 2 dias
  • rendimento diário médio: 0,025%

Cálculo:

10.000.000 × 2 × 0,00025 = R$ 5.000 por dia

Isso equivale a:

  • R$ 150 mil por mês
  • R$ 1,8 milhão por ano

Claro que esse é um modelo simplificado. Mas ele já mostra por que o float pode ser tão relevante para operações com volume alto.

O Pix acabou com o float?

Não.

O Pix mudou a dinâmica de liquidação, aumentou velocidade e alterou algumas janelas operacionais. Mas isso não significa que o float deixou de existir.

O que mudou foi a forma de pensar o tema.

Quem entende operação financeira sabe que a discussão não é “o float morreu”. A discussão é como estruturar produtos, fluxos e repasses de maneira inteligente dentro da nova realidade.

Como o float influencia o valuation de uma fintech

Em fintech, valuation não depende apenas de narrativa.

Investidores e operadores experientes olham para elementos como:

  • volume transacionado
  • prazo médio de repasse
  • estrutura de margem
  • previsibilidade de receita
  • eficiência da operação

Quando o float é compreendido e bem estruturado, ele pode reforçar a tese econômica do negócio.

Isso não aparece apenas como detalhe técnico. Aparece na qualidade da operação.

Erros mais comuns sobre float financeiro

Os erros mais frequentes são:

  • olhar apenas para taxa e ignorar engenharia financeira
  • tratar float como tema secundário
  • copiar modelos sem entender a lógica por trás
  • não estudar liquidação, repasse e estrutura operacional
  • misturar float com spread ou crédito

Em geral, quem subestima o float está olhando para a operação de forma superficial.

Conclusão

Float financeiro é o dinheiro que permanece temporariamente em trânsito dentro de uma operação antes do repasse final.

Mas, estrategicamente, ele é muito mais do que isso.

Para fintechs, plataformas de pagamento e operações financeiras digitais, o float pode ser parte importante da lógica de monetização, da previsibilidade e da eficiência econômica.

Quem entende esse mecanismo enxerga melhor onde está a margem real do negócio.

Quem ignora isso costuma operar com menos inteligência financeira do que imagina.

Próximo passo

Se você está estruturando uma fintech, um produto financeiro ou uma operação de pagamentos e quer entender melhor como a arquitetura da operação influencia margem, liquidação e crescimento, esse tipo de análise precisa ser feito com profundidade.

Se quiser ampliar essa leitura, vale ver também conteúdos sobre BaaS e sobre banco liquidante, porque esses temas se conectam diretamente com a estrutura financeira da operação.

FIDCs: a ponte entre liquidez e crescimento para fintechs e empresas financeiras

No ecossistema financeiro brasileiro, a busca por liquidez, escala e estabilidade operacional é um desafio constante. Para fintechs e empresas de crédito, operar com eficiência significa encontrar mecanismos capazes de sustentar o crescimento sem comprometer o caixa ou aumentar o risco da operação. É nesse cenário que os FIDCs assumem um papel estratégico.

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios se tornaram uma das engrenagens mais relevantes do mercado, movimentando mais de 1,5 trilhão de reais por ano segundo levantamentos recentes. Mesmo assim, continuam sendo pouco compreendidos fora do círculo especializado. O fato é que, para quem atua com crédito, entender como esse instrumento funciona pode representar uma vantagem competitiva real.

O que é um FIDC e como ele funciona

De forma simples, um FIDC é um fundo que compra direitos creditórios. Esses créditos representam valores que uma empresa tem a receber no futuro, como faturas, duplicatas, contratos de financiamento, mensalidades, empréstimos e outros recebíveis.

Ao vender esses direitos ao fundo, a empresa transforma recebíveis futuros em dinheiro imediato. O FIDC passa a administrar essa carteira e receber os pagamentos à medida que os clientes quitam suas dívidas.

Isso gera um cenário de ganho para ambos os lados.

• A empresa obtém liquidez para operar e crescer

• O fundo captura rendimento ao antecipar recebíveis com desconto

• O risco é mitigado por estruturas de governança e critérios de seleção da carteira

Para fintechs que trabalham com crédito, esse mecanismo representa agilidade e capacidade concreta de expansão.

Por que fintechs dependem desse modelo

Fintechs, ao contrário de instituições tradicionais, normalmente começam com capital limitado e precisam provar seu modelo rapidamente. Isso significa que a cada contrato de crédito concedido, parte do seu capital fica imobilizado até que os clientes paguem.

Sem escala financeira, o negócio trava.

Os FIDCs resolvem exatamente esse ponto, permitindo que fintechs:

• Ganhem liquidez imediata

• Reinvistam rapidamente em novos contratos

• Reduzam exposição ao risco da carteira

• Cresçam sem depender apenas de capital próprio

É um motor silencioso por trás das operações que crescem de forma acelerada e sustentável.

Onde a tecnologia entra nessa equação

Nenhuma estrutura de FIDC funciona bem sem tecnologia sólida. Da seleção dos recebíveis à governança da carteira, tudo depende de dados e processos confiáveis.

Para funcionar com eficiência, um FIDC exige:

• Sistemas que organizem e validem recebíveis

• Integrações com instituições financeiras e bureaus

• Automação de fluxos operacionais

• Análises de risco em tempo real

• Monitoramento contínuo das carteiras cedidas

• Relatórios completos e auditáveis

• Compliance rígido com normas do mercado

É aqui que plataformas financeiras robustas se tornam essenciais. Uma infraestrutura bem desenhada traz eficiência para o gestor do fundo e segurança para a fintech que cede seus recebíveis.

Como a Alphacode apoia esse ecossistema

Com experiência no desenvolvimento de plataformas financeiras, operações BaaS e soluções completas para o setor, a Alphacode entende que a tecnologia é o pilar que sustenta esse modelo.

As soluções da vertical Finance podem apoiar fintechs e empresas de crédito oferecendo módulos como:

• Originação e gestão de contratos

• Análise de risco e score

• KYC, KYB e verificações de compliance

• Automação de fluxos financeiros

• Gestão de carteiras e recebíveis

• Integrações com bancos, adquirentes e sistemas de liquidação

• Painéis gerenciais para acompanhamento do fundo

Ao combinar uma arquitetura sólida com processos confiáveis, criamos a base tecnológica para operações de crédito que precisam de segurança, velocidade e governança.

FIDCs e o futuro das operações financeiras

À medida que o mercado amadurece, modelos que combinam instrumentos financeiros como FIDCs com tecnologia moderna se tornam essenciais. Eles viabilizam crescimento, reduzem risco e permitem que fintechs atuem com eficiência em um setor cada vez mais competitivo.

Para quem opera crédito, compreender o potencial dos FIDCs é uma forma de enxergar caminhos estratégicos para escalar o negócio sem abrir mão de previsibilidade e controle.

Se você atua no setor financeiro e deseja explorar soluções tecnológicas que apoiem esse tipo de operação, a Alphacode pode ajudar. Será um prazer conversar sobre como levar sua operação para o próximo nível.