Warren Buffett vende Amazon e aumenta posição no New York Times. O jornalismo não morreu.

Recentemente, o mercado foi surpreendido por um movimento interessante:
Warren Buffett reduziu drasticamente sua posição em Amazon e aumentou sua participação no New York Times.

De um lado, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.
Do outro, um jornal fundado em 1851.

Se alguém dissesse há 15 anos que um investidor icônico diminuiria exposição em uma gigante tech para apostar em uma empresa de mídia tradicional, muitos chamariam de loucura.

Mas talvez essa não seja uma história sobre tecnologia versus jornalismo.

Talvez seja uma história sobre modelo de negócio.

O New York Times deixou de ser apenas um jornal há muito tempo.

Hoje é uma plataforma digital de conteúdo com:

• Milhões de assinantes digitais
• Receita recorrente previsível
• Produtos complementares como Games, Cooking e podcasts
• Forte base de dados própria
• Relacionamento direto com o consumidor

Enquanto muitos veículos sofreram com a queda do impresso, o Times investiu cedo e pesado na transformação digital.

Não foi uma adaptação superficial.
Foi uma reconstrução estrutural do modelo de receita.

E é exatamente isso que investidores como Buffett observam.

Ele não investe em “setores da moda”.
Ele investe em negócios com marca forte, poder de precificação, recorrência e vantagem competitiva sustentável.

A Amazon é extraordinária. Mas é um negócio de margens pressionadas, competição constante e alta exigência operacional.

O New York Times, por outro lado, construiu algo diferente: uma base de assinantes que pagam todo mês por um ativo intangível de altíssimo valor, credibilidade.

O jornalismo não morreu.
O modelo antigo é que morreu.

E aqui está a parte que mais me interessa.

Essa história não é sobre mídia.
É sobre transformação digital real.

Quantas empresas ainda dependem exclusivamente de intermediários?
Quantas estão reféns de marketplaces, redes sociais ou grandes plataformas?
Quantas ainda tratam tecnologia como custo e não como ativo estratégico?

O que o New York Times fez foi construir seu próprio canal, sua própria plataforma, sua própria recorrência.

Isso vale para restaurantes que criam canal próprio de delivery.
Vale para redes que criam sua fintech.
Vale para indústrias que constroem plataformas internas robustas.

Na Alphacode, é exatamente esse o trabalho que fazemos: ajudar empresas a sair da dependência e construir ativos digitais próprios.

Não é sobre “ter um app”.
É sobre estruturar um modelo digital que gera previsibilidade, dados e valor de longo prazo.

Buffett não está apostando no passado.
Ele está apostando em um modelo de negócio bem executado.

E talvez essa seja a verdadeira lição:

Não importa o setor.
Importa quem entende que tecnologia é infraestrutura estratégica.

O jornalismo não morreu.
Ele evoluiu.

A pergunta é: o seu negócio já evoluiu também?

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